Mangueiras de incêndio: inspeção, conservação e ensaios
O controle das mangueiras de incêndio deve permitir identificar cada equipamento, avaliar sua condição e localizar os registros de inspeção, manutenção e ensaios. Ter mangueiras dentro do abrigo não é suficiente para demonstrar que o conjunto está adequado e pronto para o uso previsto.
A IT 22/2025 de São Paulo, nos itens 4.4, 4.11.3 e 4.11.4, trata do acondicionamento e dos componentes da instalação. A NBR 12779 consta entre suas referências para inspeção, manutenção e cuidados com mangueiras. Os critérios específicos devem ser conferidos na edição aplicável, junto à documentação do equipamento.
Identifique a mangueira e sua localização
Crie uma identificação que acompanhe o equipamento e permita relacioná-lo ao abrigo onde está instalado. Registre suas características e mantenha o vínculo com documentos de manutenção, mesmo quando a mangueira for transferida ou substituída.
Uma listagem apenas com a quantidade total dificulta encontrar uma unidade reprovada ou verificar se um equipamento devolvido corresponde ao que foi enviado ao prestador.
Observe conservação, uniões e acondicionamento
A inspeção deve considerar a condição aparente da mangueira, suas marcações, as uniões e a forma de acondicionamento. Danos, contaminação, peças incompatíveis ou dificuldade de acesso precisam ser registrados para avaliação e encaminhamento.
O abrigo também faz parte da análise: os componentes devem corresponder à configuração prevista, sem perder acesso por armazenamento de outros materiais. O Anexo F da IT 22 inclui a conservação das mangueiras e a presença dos acessórios necessários.
Inspeção não substitui ensaio
Na inspeção, são verificadas as condições pertinentes à atividade executada. O ensaio hidrostático é uma avaliação específica, com procedimento, equipamentos e critérios próprios. Sua execução e interpretação exigem capacitação; não é um teste improvisado que o usuário do prédio deva reproduzir.
A periodicidade, a pressão de ensaio e os critérios de aprovação ou retirada de serviço não devem ser definidos por uma regra genérica de internet. Devem vir das referências aplicáveis e da avaliação do equipamento.
Uma ficha simples evita perda de histórico
Identificação da mangueira e localização atual.
Características que permitam reconhecer o equipamento.
Data e natureza da atividade realizada.
Resultado, observações e documento correspondente.
Responsável pela atividade e encaminhamento das pendências.
Substituição ou mudança de localização, quando ocorrer.
Essa ficha é uma ferramenta de gestão proposta, não um modelo normativo obrigatório. Ao receber os equipamentos de um serviço, confira a correspondência entre cada unidade e seu registro. Uma nota fiscal comprova a transação, mas não descreve sozinha os resultados de cada avaliação.
Quando uma mangueira não puder permanecer em serviço, o encaminhamento deve considerar também como manter a proteção prevista para o ponto, com orientação técnica.
Avalie o sistema da sua empresa
Encaminhe a relação de mangueiras e os registros disponíveis para organizar a inspeção e a manutenção com a RCC. Fale com a RCC.

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